Para entendermos o que é o KDE vamos voltar alguns séculos “de informática” (70 anos) e conhecer melhor as funções de uma interface homem/máquina.
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Esse prosaico cartão, e sua máquina leitora/perfuradora, foi a primeira maneira eficiente de se comunicar com um computador, fornecendo-lhe um volume apreciável de informações numa velocidade útil. Ele foi herdado das máquinas eletromecânicas que antecederam o primeiro estágio do processamento eletrônico de dados e funcionavam pelo contato mecânico de escovas metálicas com um cilindro, também metálico, sobre o qual deslizava. O computador respondia vomitando um relatório, perfurando mais cartões e avisando o acontecido, ao operador, através de pequenas lâmpadas em seu painel de controle.
Na lenta evolução de lá para cá, passamos pela máquina de escrever acoplada ao computador, pelo terminal de fósforo verde que, às vezes era âmbar ou azul, e chegamos ao terminal gráfico atual que nos fornece uma real e poderosa interface de comunicação, essa que você está agora usando.
No controle dessa interface, que os americanos chamam de “desktop” (tampo de mesa) e que para nós será o ambiente de trabalho, estão alguns gerenciadores e, entre eles, o nosso KDE.
Ahh! então o KDE lê cartão perfurado, vomita e acende luzes no painel?
É isso aí! Só que os furos do cartão são os toques no teclado, os vômitos são os trabalhos e serviços executados pelo computador e as luzes são as janelas na tela de seu ambiente de trabalho.
Se você quisesse dar ordens diretas ao sistema operacional, teria que estudar as manhas do S.O. e utilizar um terminal em modo texto para se comunicar com ele.
Quer tentar? Tecle [ctrl+alt+F2] e veja por si mesmo. (para voltar aqui tecle [ctrl+alt+F7]). Se gostou da experiência e conseguiu fazer algo, pode parar por aqui. Você não precisa do KDE.
Como o S.O. não se preocupa muito em ser amigável, o KDE toma o controle das coisas e atua transformando seus pedidos em ordens para o S.O. e tratando as mensagens vindas dele, tomando atitudes quando possível e traduzindo-as, para você, em forma inteligível.
O KDE possui, basicamente, dois grandes componentes visuais: a tela de trabalho e o painel de informações, que pode ser colocado em qualquer um dos quatro lados da tela.
Na tela são mostradas as janelas dos diversos aplicativos em execução e os ícones que o usuário achar por bem colocar.
Já o painel se subdivide em áreas distintas, a saber:
Essa é a configuração padrão. Pode ser alterada ao seu gosto
Aqui estão todos os aplicativos incluídos na instalação do sistema e mais os que foram acrescentados posteriormente, através dos instaladores oficiais do Mandriva Linux.
O menu classifica os programas por categorias bem explicitadas, subdividas conforme a necessidade de melhor compreensão. Você pode alterar esse menu, usando um editor fornecido. Para isso, clique com o botão direito sobre o ícone do menu e escolha a opção <Editor do menu>. Seu uso, embora bem intuitivo, requer bastante atenção para evitar acidentes, já que, não há meios automáticos de se recuperar a forma original do menu.
Pode-se também incluir novos programas como aqueles que forem instalados de forma diversa, não oficial e copiar uma entrada qualquer para o meio da tela, criando um ícone de acesso a um aplicativo.
Nesse trecho estão os lançadores para as ferramentas mais utilizadas, incluindo a que permite recolher todas as janelas abertas, permitindo a visualização da tela. Você também pode modificar, incluir e excluir ícones nessa área.
Por padrão, o KDE é configurado com quatro ambientes que visam uma melhor distribuição dos programas em execução, evitando-se uma possível poluição da tela. Esse ambientes são relativamente independentes entre si e podem conter um número ilimitado de tarefas, bem como configurações diversas de plano de fundo.
Ih! o Windows não tem isso!
É verdade. Não tem e nem pode ter. Seu gerenciamento de memória não o permite.
Se fizer um clique num dos pequenos quadro dessa área do painel, será transportado a outro “universo”. Experimente!
trecho do painel com ambientes e tarefas
Esse pode ser considerado o pedaço mais importante do painel. Aqui fica uma indicação de todos os aplicativos e programas iniciados pelo operador. Você não pode alterar nada nesse trecho do painel mas, pode usá-lo, para acessar as respectivas janelas abertas por suas tarefas.
Com o botão esquerdo do mouse você acessa, recolhe ou expande a janela. Com o direito tem um lista de atitudes a tomar.
Como diz o título, o sistema coloca aqui algumas informações e ícones para acesso a funções específicas (applets), que serão tratadas em aulas futuras. Também por padrão, é configurado aqui um pequeno relógio digital que pode ser alterado ou, até mesmo, retirado.
Geralmente, é aqui que se revela a personalidade do operador. Do racional à loucura psicodélica, vale tudo.
Agora, o KDE-4 trouxe uma novidade para tentar por ordem na bagunça: é o “plasma”. Ele abriga um grupo de ícones com alguma relação entre si, ao seu gosto, dentro de um quadro translúcido que pode ser colocado em qualquer posição. Você pode ter vários “plasmas” para organizar seus ícones.
ih!.. o win…
Já sei! Não tem não.
Tela com plasma
São quatro os principais configuradores do KDE:
é necessário, antes de tudo, desbloquear os “widgets”, clicando o botão direito do mouse num lugar qualquer da tela ou com o botão esquerdo no ícone dos “widgets”, localizado no canto superior direito do seu monitor.
possui dois aspectos independentes, ou seja, sua aparência e seu conteúdo. Essas duas opções são apresentadas quando clicamos o botão direto sobre o ícone do menu iniciar. Se você preferir a chamada de um programa diretamente da área de trabalho, basta clicar e arrastar sua entrada no menu para um lugar da área de trabalho ou para dentro um plasma. *verficar a possibilidade
do KDE só podem ser alterados pela execução do aplicativo “Gerenciador de Sessão” (systemsettings). Seu ícone de acionamento é colocado, por padrão, no painel, ao lado do menu iniciar e apresenta a imagem de uma chave de fenda e uma chave inglesa em cruz.